PASSEIOS DE BICICLETA, PRA QUE TANTA CONFUSÃO?

Valci Barreto
Editor do bikebook.blogspot.com
Colaborador do muraldebugarin.com
Colaborador da Folha do Recôncavo.

Há comportamentos curiosas e contraditórias onde há mais de uma pessoa. Nada mal. A polêmica, contradição, discussão, idéias, mudanças, só os irracionais não podem operar de vontade própria.

Vamos filosofar um pouco, aprender, ensinar, falar e ouvir.

O que devemos buscar é a felicidade. E se ela não aparecer, ou não existir, vamos buscar, pelo menos, as boas alegrias.

E há alegrias no simples. Mas o curioso é que o homem vai atrás do simples, e mesmo quando o encontra, corre atrás do complexo.

Vamos a dois exemplos básicos de contradições em duas festas nossas da Bahia: Carnaval e, agora, coisa que nos interessa pessoalmente, as que fazemos com nossos passeios ciclísticos.

Há uma incontestável vocação do nosso povo para festa. Nenhum povo do mundo põe tanta gente na rua em festa, como fazemos com o carnaval.

Pois bem, o Carnaval começou como todos sabem: uns “malucos” pulando atrás de um carro sonorizado, no meio rua: sem corda, com simples mortalhas, roupas e fantasias simples. Até short e sunga valia. Estes “maltrapilhos” acabaram com as festas suntuosas, “nobres”, “burguesas” dos clubes sociais. O pessoal dos clubes vieram para as ruas: lugar da festa “do povo”. De repente, este povo começa a se enfeitar, colocar corda, por trios elétricos de custos elevados, indumentárias a preços que o pobre não pode pagar. “Tiraram o povo da rua”,dizem os “intelectuais” . “Privatizaram o carnaval”, etc etc. esta ladainha de todos os anos, especialmente dos programas da TV pública que, não tendo maiores problemas com patrocínio, pode fazer um monte de gente falar à vontade, a conversa é demorada. E põe demorada nisso para discutir: a corda é isto , a corda é aquilo… a corda …. a corda….. a corda…. haja corda e cordeiro…..

Meu pensamento é: quem pode, está com vontade, paga. Qual o problema? Se alguém paga é porque acha que vale a pena. Trio nenhum vai querer tocar de graça. E não acho que o Estado tem que bancar uma festa do porte que assumiu hoje o carnaval. E quem gostar mesmo de carnaval pode fazer a sua festa em qualquer outro local. Não precisa ir para as ruas onde estão “as cordas” Quem gosta, sabe fazer. E faz fora das cordas, cria seus espaços. Prefere outros cantos. E eles existem. Ou só pode ser feito carnaval apenas na Avenida Sete, Barra e Ondina? Somente nestes locais se pode brincar o carnaval?

Não defendo a história de que “povo que se dane”. Nada disso. O povo tem direito a tudo. Mas os grandes blocos são formados também por povo. E tem mortalhas, abadás, que acolhem muita gente do povo, que também prefere as cordas. E por isto paga.

Esta minha conversa comprida é para fazer comparação com os movimentos que estão fazendo os passeios ciclísticos baianos. Igual ao carnaval, não estão sendo simples passeios: Já são uma grande festa. E até trios elétricos alguns já usam. (sou a favor dos trios no carnaval. Mas sou contra sua presença nos passeios ciclísticos e na festa do Bonfim.Melhor dizendo, não sou contra. Mas estes aparecerem, como faço agora no carnaval, vou pedalar em contro canto. Não supor o trio na Festea do Bonfim, nem nos passeios ciclísticos do mesmo jeito que não suportaria um trio elétrico em uma missa dentro de uma igreja. Em um Maracanã até que não seria de todo ruim, desde que tocassem as músicas própria da missa. No meu caso, católicas.

No Desafio Ciclistico, em plena exibição dos ciclistas e motociclistas ao mesmo tempo um trio eletrico, ao lado deles, “detonavam ” seus decibeis. Deixei lá o trio. Fuio pedalar em outro canto. Não assisti às provas, por causa do trio. Confesso, porém, que longe dele me senti senti bem melhor.

Mas, se algum grupo colocar trio, apenas um , posso até participar, mas se fizerem com os passeio ciclísticos o que fizeram com a Festa do Bonfim, há tempos atrás, vou estar fora. Mas não vou reclamar. Do mesmo jeito que não reclamo das cordas do carnaval. Hoje não vou ao Carnaval de rua porque não tenho mais prazer na confusão que se instalou. Nem nos camaortes me divirto. Muita confusão. Fico melhor longe deles. Pode ser idade. Mas não sofro. Divito-me fazendo o PEDAL FOLIA, com meu amigo Lazaro e outros, quando não saio de Salvador. Mas há milhões de pessoas se divertindonas ruas e camarotes. E torço pela alegria delas.

Quando os trios elétricos passaram a fazer parte da Festa do Bonfim, deixei de participar dela.Afastaram os trios, a ela voltei. Fui feliz indo, fui feliz sem ir. Agora, estou indo bem mais feliz, porque de bike. E que coisa gostosa!

Não encontrei nada que me traz tanto prazer na vida, depois de alguns poucos itens, (familia, dinheiro, que paga quase tudo, saúde, estar vivo)do que Livro, fotografia, boa musica ,escrita e bicicleta. E aí está uma lição para muitos : tenho as alegrias que estas coisas , que podem ser feitas a baixissimos custos econômicos, me proporcionam. Não podendo pagar as coisas caras, que bom gostar das coisas ao alcance até de pessoas destituidas de recursos economicos avantajados!
Nos sebos, pontos de vendas em ruas, como no senhor Alfredo, Daniel, O Gaucho, compro bons livros de até cinco ou menos reais. Compro uma bicicleta usada, no Regis, de R$ 50, R$ 100,00. E me conduzem às mesmas distancias que uma de cinco mil ou mais.

Porém, aí vem as contradições, as complexidades, que muitos buscam em tudo que realiza, queendo sempre “o melhor”. Existe , sim, o melhor. E devemos buscar. Mas custa mais caro.

Quem vai para a bicicleta, está buscando o simples. NORMALMENTENTE!!

Mas tem gente que já começa fazendo confusão:” vamos fazer a camiseta do grupo. “ Depois de esta feita, Vem a sequência: “vamos comprar uma camisa melhor,contratar um artista plástico , criar um site “bacana”, oganizar um grupo maior…..fazer dvd, gravar, ……..colocar um trio eletrico…..e isto não tem fim.

Uma camiseta vai custar 10, 20, 50 reais. Seja quanto for, já afasta muita gente. Aí, os de dez não vão se “misturar “ com o de cinqüenta. Igualmente aos abadás do carnaval. Normalíssimo!

“voce precisa comprar uma bicicleta melhor” .

A “melhor” , pode lhe levar mais rápido, com mas conforto. Mas há quem não pode, nem vai jamais , poder pagar o preço. Mas a baratinha, desde que rode, vai fazer voce feliz, se é a felicade que voce busca. E não o preço da coisa. A simples leva a todos os cantos do mundo. Grandes viagens ciclisticas foram e estão sendo feitas pelo mundo em bicicleta simples, sem marcha. E isto é possível porque o ciclista ama o pedal e a viagem. A mais cara, com certea, não leva mais longe do que a mais barata, desde que ambas estejam sempre bem conservadas, revisadas, com as peças estragadas sempre repostas.

Vamos um pouquinho mais longe: depois da camiseta, da bicicleta cara. Vem outra seqüência: meu passeio tem que ter: carro de som, trio elétrico. E outra seqüência: vou buscar patrocínio, pois eu não posso bancar só. Nesta hora voce já quase não está mais pedalando. Está sendo um produtor, empresario, e, em vez de pedalando, trabalhando, criando, adminsitrando. Já não dá mais para pedalar! E isto é que não quero. Pelo menos eu.

A consequencia, nos grupos,é que outros, que nao tem o trio, vai se sentir inferiorizado e vai querer também ter o trio, depois os artistas ZE ZE DE CAMARGO E LUCIANO , ao vivo!!!

Do jeito que estão indo os passeios, só fica faltando as cordas. É uma pena, pois, com corda, os intelectuais não vão gostar. Ou vão. Como diria Caetano Veloso.

Eu é que tô fora. Passeios cheios de ” arenguetenques”, camisetas e tênis de marca, bicicletas caras e ainda com trio elético,” tô fora”. Do mesmo jeito que já estou do Carnaval. E olhe que este, sem trio, sem corda , sem abada , sem Bel , Ivete, Claudinha Leite, Camaleão, Nana , Durval Lelis , as cores e desenhos do Pedrinho da Rocha, simplemente não tem graça nenhuma. Do jeito que estão indo as coisas, topo até participar dos passeiso com camistas e bicicletas mais bonitas, um poquinho masi caras, dede que eu possa pagar sem sofrer. A gora, com trio eletrico, não vou achar graça nenhuma. Prefiro voltar para o carnaval , que é o lugar destas poderosas maquinas de fazer alegria no carnaval e de fazer tristeza, para mim, na Festa do Bonfim e nos passeios ciclisticos. Muitas pessoas vão adorar trio nos passeios ciclisticos. Eu não. Quero-os bem longe de mim nestas horas!…Para mim, basta um cdezinho na kombi. Tá bom demais. Mesmo assim, se o som não for ruim, nem alto…o que é a mesma coisa.

Vamos descumplicar, minha gente, o carnaval precisa de corda, trio, tudo que está aí , sim, mas bicicleta, pelo menos para mim, basta rodar. E qualquer roupa serve, desde que não fiquemos nus; e quem sejam bem leves para agüentar nosso generoso clima, mesmo no verão.

Não estou falando de competições. Estou falando de passeios ciclísticos.

Igual às novelas, nos próximos capituls, darei continuidade a este texto/novela. Tenho muito o que dizer. E ninguém é obrigado a ler.

TODOS AGENDANDO: dia 20.07: GRANDE PASSEIO CICLISTICO DOS COMERCIÁRIOS EM SALVADOR.

VAI BOMBAR!

Pode participar pessoas de qualquer idade, desde que pedale; com qualquer bicicleta, desde que rode. A lei não exige o uso de capacete. Se não puder comprar um capacete, vá sem ele. Não se envergonhe. A lei não exige uso de capacete. MAS USE-O: ELE PODE SALVAR A SUA VIDA. COM CERTEZA.

Todos os ciclistas , de todos os cantos do planeta , estão convidados. Orgulhe-se da sua camiseta, da camiseta do seu grupo, ou da que você usa para o baba. Tenha, sobretudo, orgulho de você, que é quem, realmente, pode fazer alegre a “sua festa”. Para sermos felizes, não precisamos estar ao lado de barcos, navios, aviões. Muito menos de roupas e bicicletas caras. Bicicleta é coisa simples, basta rodar, basta pedalar.

NO PEDAL DOS COMERCIÁRIOS serão distribuídas camisetas , mediante doação de alimentos. E sorteadas bicicletas. A doação é doação. Se você não conseguir uma camiseta, faça o pedal com a sua mesma. A alegria do pedal dependente de voce. Não do preço da camiseta ou da bicicleta. Pelo menos para mim é assim.
Estarei neste pedal que, com certeza, já nasce com o sucesso:

A volta de Luciane, para “chamar o povo”.

E vamos nos educar: nada de barulheira, jogar plástico no chão, subir em passeios, fazer ziguezagues, acrobacias, xixi na rua. Não somos animais. E vamos pedalar atrás do carro – guia, dexando uma pista livre para os carros passarem. Já aprendemos muito com os passeios da ASBB e ASBEB.

E Jabutis vagarosos vai estar no domingo no PARQUE DA CIDADE, ASSISTINDO o “VIRADO NO MOI DE COENTRO.” O show começa às 11 horas, no Parque da Cidade.

E aí SUBA AI E AMIGOS DO TONY, QUE TAL SEGUIRMOS, JUNTOS OU SEPARADOS ATÉ O PARQUE. `e COM VOCES A BOLA. ou melhor, a roda da bicicleta.

Presenças já garantidas de ITANA, ROSE, MARILIA, VALCI, e quem mais aparecer.

Saída pontual, 8.30, da frente da padaria apipão, Sabino Silva. Os estressados, apressados, mal humorados, já estão DESCONVIDADOS.

E VIVAM OS NAMORADOS NO SEU DIA DOZE DE JUNHO!

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